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Tudo que você precisa saber sobre Criogenia

Atualizado: Ago 24

Texto: Marcelo Faro Colaborador da Volta Industrial



O termo criogenia deriva da composição da palavra grega “Kreos" que significa extremamente frio e da palavra “geneos que significa origem ou produção.

Há relatos de que essa palavra foi usada pela primeira vez em 1875, por Frederick Guthrie. Em 1894, o professor holandês Heike Kamerlingh Onnes a usou para a definição do processo de liquefação de substâncias que se encontravam permanentemente na forma gasosa no meio ambiente, como o oxigênio, o nitrogênio, o hidrogênio e o hélio.

Mas foi apenas em 1902, na Enciclopédia Britannica, que o termo criogenia foi usado, pela primeira vez, como o conhecemos hoje: para significar relação com a ciência das “baixas temperaturas”. Atualmente, a criogenia é não apenas uma área do conhecimento científico e tecnológico cujas atividades são desenvolvidas em torno dos fenômenos que ocorrem em temperaturas muito baixas mas também o desenvolvimento de meios, processos e equipamentos para se atingir tais temperaturas usualmente inferiores a -150 °C e próximas do zero absoluto (-273,15 ºC).

Em outras palavras, a criogenia é um ramo da ciência que estuda:

- as tecnologias para a produção de temperaturas muito baixas, inferiores a −150°C (123 K), até a temperatura de ebulição do hélio líquido (4,2K), ou ainda mais próximas do zero absoluto;

- as tecnologias para o armazenamento e uso de baixas temperaturas;

- as propriedades físico-químicas dos elementos e materiais em baixas temperaturas; e

- os fenômenos e efeitos da transferência térmica entre um agente e o meio nessas baixas temperaturas.

Podemos separá-la em diversas especialidades presentes na física, química, biologia, engenharia aeroespacial e ciências da saúde.

A sua aplicação é a mais variada possível e pode ser feita tanto na preservação de materiais biológicos como também no envio de foguetes para o espaço, no transporte internacional de gás natural, no comércio de oxigênio para hospitais, na formação de metais supercondutores, etc.

Na medicina, a criogenia tem papel primordial e fundamental: é somente através da preservação de células, tecido e embriões no estado congelado que eles mantém suas características biológicas e podem ser utilizados anos depois.


No caso de embriões, por exemplo, a criopreservação permite que muitos casais realizem no futuro o sonho de serem pais. Já no caso das células-tronco é possível oferecer a possibilidade de tratamentos para doenças como as leucemias, linfomas, aplasia de medula entre outras.

A criogenia também pode salvar vidas através da conservação de órgãos para transplantes e bioamostras.

Na área da pesquisa, avanços científicos e descobertas da medicina contam com tecnologia criogênica de ponta, armazenando tecidos, proteínas, células, órgãos e amostras por longos períodos à temperaturas bioinertes em nitrogênio líquido e seu vapor. Importante ressaltar que a criogenia não deve confundida com o ramo exploratório e controverso da criônica, no qual busca-se a reanimação celular de seres humanos mortos e congelados.

Na pecuária, a inseminação artificial e o transplante de embriões são amplamente utilizados na criação de gado de linhagem selecionada, otimizando os negócios da agroindústria.

As indústrias metalúrgicas e siderúrgicas usam o nitrogênio líquido e em vapor para condensar materiais. Já as refinarias e usinas o utilizam para resfriar seus reatores.

Até na indústria alimentícia a criogenia é aplicada: é possível vê-la na criação de pratos sofisticados e na produção de sorvetes e alimentos congelados.

Todas essas possibilidades que o processo criogênico proporciona só são possíveis graças ao avanço na indústria de armazenamento dos gases liquefeitos.

É exatamente nessa parte da história que nós, da Volta, entramos: em 1972, seu fundador, Marco Volta desbravou a tecnologia genética de gado na América Latina, criando, também, a Associação Brasileira de Inseminação Artificial (AASBIA). Tornou-se o maior distribuidor mundial de produtos da Chart MVE (a mais renomada empresa de equipamentos criogênicos do mundo) da qual a Volta é representante exclusiva no Brasil.

Foi essa especialidade, vinda da área veterinária, que deu à Volta a base para se especializar em equipamentos criogênicos, estendendo seus serviços e fornecendo produtos de última geração para clínicas, hospitais, laboratórios, biobancos, universidades, armazenagem de vacinas, fertilização in vitro, inseminação artificial, transporte de amostras, centros de pesquisa, indústria de precisão, bancos de sangue, tecido, medula óssea, válvulas do coração, célula tronco, entre outros.

A busca incessante das melhores tecnologias, alta confiabilidade e transparência no atendimento são alguns dos valores que fazem da Volta, hoje, a maior referência nacional em soluções para armazenagem criogênica.

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